TR (Taxa Referencial)
A taxa-fóssil que ainda assina contratos: a TR nasce da TBF desta casa, a média dos CDBs prefixados, aplicado um redutor legal, e corrige três instituições nacionais: a poupança, o FGTS e os financiamentos imobiliários antigos. Sua fama moderna é imprimir zero: quando os juros dos CDBs caem abaixo do redutor, a fórmula entrega nada, e "poupança sem correção" vira manchete cíclica.
Exemplo Prático
Em anos de Selic alta, a TR volta a pingar décimos e o saldo do FGTS ganha migalhas extras; em juros baixos, zera por meses, e ações judiciais históricas discutiram se o trabalhador podia ser corrigido por uma taxa desenhada para ser menor que a inflação. A resposta institucional veio em parte pela distribuição de lucros do FGTS.
PlatomAI Explica
A TR é a sobrevivente de uma era: criada nos anos 90 para ser referência desindexada, virou o redutor silencioso de metade da poupança popular. O verbete fecha a cadeia TBF-redutor-TR que esta casa montou, e sua régua é de tradutor de contratos: onde estiver escrito TR, leia "quase nada na maior parte do tempo", e toda comparação séria, do FGTS parado contra alternativas ao financiamento antigo contra a portabilidade, começa por precificar esse quase nada com honestidade.