Taxa Selic

A taxa básica de juros da economia brasileira: a Selic é definida como meta pelo Copom a cada 45 dias e materializada pela Selic efetiva, média das operações de um dia lastreadas em títulos públicos, que o BC mantém colada à meta via compromissadas. É a referência-mãe do sistema: remunera o Tesouro Selic, baliza o CDI e reprecifica crédito, investimentos e câmbio. Sobe para conter inflação, cai para estimular a atividade, sempre mirando a meta de 3%.

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Exemplo Prático

O Copom eleva a Selic de 10% para 12% ao ano: em semanas, financiamentos encarecem, o consumo esfria, a renda fixa pós-fixada rende mais e parte do dinheiro migra da bolsa para o CDI. No sentido inverso, cortes baixam o custo do crédito e empurram o investidor a aceitar mais risco por retorno. Cada ponto da Selic também mexe no serviço da dívida pública, majoritariamente indexada a ela, a conta fiscal e a monetária andam amarradas.

PlatomAI Explica

A taxa Selic é o salário mínimo do dinheiro: o piso de referência a partir do qual o país inteiro renegocia, do CDB da esquina ao financiamento da usina. A política monetária desta casa explica o termostato que a governa; aqui mora o número em si, e a régua resume seu duplo papel: remédio contra a inflação pela via do desestímulo, e custo de oportunidade que disputa cada real com todos os outros investimentos do país.

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