Tarifa Alves Branco

O marco protecionista do Brasil Império: a tarifa de 1844, batizada com o nome do ministro da Fazenda, que elevou os impostos de importação para a casa dos 30% (com picos maiores) após o fim dos tratados privilegiados com a Inglaterra, herdados de 1810, que travavam as tarifas brasileiras em patamares baixíssimos. Nascida da necessidade de arrecadação, teve efeito colateral histórico: deu o primeiro fôlego à indústria nacional, no ambiente que gestaria a era Mauá.

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Exemplo Prático

Com o importado inglês encarecido da noite para o dia, manufaturas locais, tecidos, velas, cerveja, chapéus, ganharam viabilidade que a concorrência britânica esmagava: o surto industrial dos anos 1840-50 é filho direto da tarifa, ainda que ela tenha nascido para encher os cofres, não para industrializar.

PlatomAI Explica

A Tarifa Alves Branco é o capítulo em que o Brasil descobriu, meio sem querer, o poder industrial de uma tarifa: fez política de desenvolvimento por motivação fiscal, e Londres reclamou na proporção exata do sucesso. O verbete conversa com dois vizinhos de peso: com a era Mauá, que floresceu à sua sombra, e com o debate eterno do protecionismo, do qual é o exemplar brasileiro fundador, prova de que o tema tem dois séculos de casa.

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