Sistema de Metas para a Inflação
O regime que ancora a política monetária brasileira desde 1999: o CMN define a meta de inflação (hoje 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cada lado, em regime de meta contínua desde 2025), e o Banco Central, com autonomia legal desde 2021, persegue a meta usando a Selic, prestando contas publicamente, inclusive por carta aberta quando estoura o intervalo. Nasceu das cinzas da âncora cambial, trocando o câmbio pela credibilidade como âncora.
Exemplo Prático
Com a meta em 3% e as expectativas do Focus em 4,5%, o Copom mantém juro restritivo mesmo com a atividade fraca: o regime manda perseguir a convergência, e cada decisão vem com comunicado, ata e relatório justificando a rota, transparência como instrumento.
PlatomAI Explica
O sistema de metas é o farol público do Banco Central: todo mundo sabe para onde ele é obrigado a navegar, e essa previsibilidade é a própria âncora, expectativas ancoradas fazem metade do trabalho do juro. É a tecnologia institucional que substituiu o câmbio fixo em 1999 e atravessou seis presidentes: no Brasil das rupturas, um quarto de século de regra estável é, por si, patrimônio.