Risco de Principal
O risco de receber de volta menos do que se investiu, o capital em si, não apenas o rendimento. Em renda fixa, materializa-se por duas vias distintas: o calote do emissor (risco de crédito, mínimo no título público federal em reais, real e variável no crédito privado) e a venda antes do vencimento com marcação a mercado desfavorável, em que a perda vem do preço, não da promessa.
Exemplo Prático
Dois investidores perdem principal por caminhos opostos: um comprou título de empresa que entrou em recuperação judicial (a promessa quebrou); outro vendeu um Tesouro IPCA+ longo no meio de um ciclo de alta de juros (a promessa seguia de pé, mas o preço do dia estava abaixo do da compra). Mesmo prejuízo no extrato, naturezas completamente diferentes.
PlatomAI Explica
Risco de principal é a fronteira entre não ganhar e perder, e "renda fixa" nunca foi sinônimo de imunidade a ele: fixa é a regra do contrato, não o preço no caminho nem a saúde do devedor. As duas perguntas de proteção são gêmeas e simples: quem me deve (e quão sólido é), e eu aguento levar até o vencimento (ou dependo do humor do mercado no dia da saída)? Quem responde às duas antes de investir raramente conhece a terceira pergunta: "como fui perder em renda fixa?".