Reforma Monetária
Trocar a placa do carro, e às vezes o motor: a substituição da moeda nacional ou o corte de zeros dela, o rito das inflações crônicas. O Brasil é recordista: seis moedas entre 1986 e 1994, do cruzeiro ao real, com cortes de zeros que somaram, na jornada completa desde os anos 40, mais de uma dezena. A reforma cosmética só corta zeros; a verdadeira, como o Real, troca o regime por trás.
Exemplo Prático
Em 1989, três zeros cortados e novo nome: a inflação seguiu, porque nada mudara além da etiqueta. Em 1994, a URV desindexou, o real nasceu ancorado, e a reforma pegou: a diferença entre maquiagem e cirurgia, contada na nossa vertical de História.
PlatomAI Explica
A reforma monetária é o teste de sinceridade dos governos: cortar zeros é confissão de derrota com cara de recomeço, e só vale quando acompanhada do que mata a inflação de verdade, fiscal, âncora, credibilidade. A régua da casa para qualquer país que troque de cédula: pergunte o que mudou além do nome, porque moeda nova com regime velho é a mesma inflação com carteira de identidade recente.