Poison Pill

A "pílula de veneno" à brasileira: cláusula estatutária que obriga quem atingir determinada participação (tipicamente 25% a 35%) a fazer uma OPA por todas as ações, geralmente com prêmio, encarecendo aquisições de controle não negociadas. Algumas vieram acompanhadas de "cláusulas pétreas" que puniam a própria tentativa de removê-las, prática que a CVM desaprovou formalmente.

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Exemplo Prático

Um investidor acumula 24,9% de uma companhia com pílula gatilhada em 25% e para ali: cruzar a linha custaria uma oferta bilionária por 100% do capital. A cláusula cumpriu o objetivo, e também blindou a administração de qualquer disciplina externa, o efeito colateral clássico.

PlatomAI Explica

A poison pill é o veneno espalhado nas muralhas do castelo: afasta invasores, e às vezes tranca o rei dentro. Protege a companhia de aquisições oportunistas e protege igualmente administrações medíocres da única ameaça que as acorda, a de serem compradas e trocadas. Ao ler uma pílula no estatuto, a pergunta do investidor é sempre a mesma: isto defende a empresa, ou defende quem a comanda?

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