Operação Definitiva
A compra sem devolução: a operação em que o banco central compra ou vende títulos em caráter final, sem o compromisso de recompra que define as compromissadas do dia a dia, alterando a liquidez do sistema de forma permanente, não temporária. É a mecânica por trás dos QEs mundo afora; no Brasil, o arsenal cotidiano é compromissada, e a compra definitiva de ativos privados exigiu autorização constitucional excepcional na pandemia.
Exemplo Prático
Quando um BC anuncia comprar centenas de bilhões em títulos longos "em definitivo", está injetando moeda que não tem data para voltar, e achatando os juros longos pelo peso da demanda: o quantitative easing em uma frase. Vender definitivo é o inverso: o aperto quantitativo enxugando a maré.
PlatomAI Explica
A operação definitiva é o botão permanente do banco central, contra o botão temporário das compromissadas que fabricam a Selic diária. A distinção organiza o noticiário monetário global: política de juros trabalha com o preço do dinheiro curto; política quantitativa, com compras definitivas, trabalha com a quantidade e os prazos longos, e saber qual botão foi apertado é saber se o efeito anunciado dura um pregão ou uma década.