Níveis de Risco em IA
A régua que dosa a exigência: a abordagem regulatória baseada em risco, consagrada pelo marco europeu e presente no debate brasileiro, classifica sistemas de IA por potencial de dano, do risco inaceitável (práticas proibidas, como manipulação nociva) ao alto risco (crédito, biometria, decisões sobre direitos, com obrigações pesadas de transparência, supervisão e auditoria), descendo aos riscos limitado e mínimo, de exigências proporcionais.
Exemplo Prático
O modelo que decide crédito habita a prateleira alta: avaliação de impacto, explicabilidade, supervisão humana, documentação; o corretor de texto interno vive na prateleira mínima, sem burocracia equivalente. A mesma tecnologia, exigências opostas, porque o que se regula é a consequência, não o algoritmo.
PlatomAI Explica
A régua de riscos é a tradução institucional do bom senso: proporcionalidade, mais poder sobre vidas, mais dever de prova, e sua lógica já orienta o desenho de projetos sérios antes mesmo da letra final das leis locais. Para quem constrói ou contrata IA financeira, a régua desta casa é usar a taxonomia como checklist preventivo: classifique honestamente onde seu sistema cai, adote as obrigações do andar correspondente, e lembre que crédito, o nosso quarteirão, mora no andar alto por consenso mundial, o que faz de metade desta vertical requisito, não erudição.