Monetarismo
A escola liderada por Milton Friedman: a inflação é sempre, e em toda parte, um fenômeno monetário, e a política monetária, poderosa demais para o improviso, deveria seguir regras estáveis em vez de discrição ativista. Sua releitura da Grande Depressão (o Fed deixou a moeda encolher) e sua previsão da estagflação dos anos 70 derrubaram o consenso keynesiano e moldaram os bancos centrais modernos.
Exemplo Prático
O regime de metas de inflação com autoridade autônoma, o arranjo brasileiro desde 1999, é herança monetarista destilada: menos a receita literal (controlar agregados) e mais o espírito (regra crível acima de canetada, inflação como responsabilidade monetária inescapável).
PlatomAI Explica
O monetarismo é o lembrete de que a impressora tem consequências: pode-se debater tudo em economia, menos a fatura de longo prazo da moeda farta. Sua vitória foi tão completa que ficou invisível, todo banco central sério hoje fala meio Friedman sem citá-lo, e sua lição institucional sobrevive às controvérsias técnicas: em política monetária, credibilidade de regra vale mais que genialidade de ocasião.