Meta de Inflação

A promessa numérica que ancora o resto: o regime de metas, adotado pelo Brasil em 1999, funciona por um contrato público: o CMN fixa a meta de inflação (hoje 3%, em apuração contínua, com tolerância de 1,5 ponto para cada lado), o Banco Central a persegue com a Selic, e o descumprimento cobra carta aberta explicando causas e prazos de convergência. A meta existe para coordenar expectativas: se todos acreditam nela, os preços se formam ao redor dela.

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Exemplo Prático

Quando as expectativas do Focus se descolam da meta, o Copom sobe juros mesmo com a inflação corrente comportada: combate-se o futuro, não o retrovisor. A carta aberta dos anos de estouro é o rito de prestação de contas que dá substância à promessa.

PlatomAI Explica

A meta de inflação é a âncora que substituiu todas as outras deste glossário, o câmbio, os agregados, com a mais barata das tecnologias: credibilidade. Seu mecanismo é circular por desenho, a meta crível se autocumpre parcialmente, porque reajustes e contratos a usam de referência, e a régua de leitura desta casa é o placar duplo: acompanhe a distância entre expectativa e meta, não apenas entre inflação e meta, porque é na primeira distância que a credibilidade, o verdadeiro instrumento, aparece medida em décimos.

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