Maxidesvalorização de 1999
O abandono da âncora cambial em janeiro de 1999: sob fuga de capitais pós-crise russa e sangria de reservas, o Banco Central tentou alargar a banda, perdeu a batalha em dias e deixou o real flutuar. O dólar saiu de R$ 1,21 para perto de R$ 2 em poucas semanas. Contra o pânico geral, a inflação não explodiu, e o episódio abriu caminho para o regime que dura até hoje: câmbio flutuante com metas de inflação.
Exemplo Prático
Empresas endividadas em dólar viram o passivo saltar 60% em um mês, e o mercado precificava a volta da hiperinflação. Veio, em vez dela, o sistema de metas (junho de 1999), juros altos na transição e uma inflação anual que fechou em um dígito ainda em 1999: o cenário-catástrofe não compareceu.
PlatomAI Explica
Foi o dia em que o Brasil soltou as rodinhas da bicicleta esperando o tombo, e descobriu que sabia pedalar. A maxi de 99 é o divisor entre duas eras: a da estabilidade emprestada do dólar e a da estabilidade própria, construída com meta, juro e câmbio livre. Todo Copom que você lê no Print do Dia é, institucionalmente, filho daquele janeiro.