Maxidesvalorização

A desvalorização cambial abrupta e de grande magnitude, decretada de uma vez: o oposto das correções graduais. O Brasil viveu duas célebres: a maxi de fevereiro de 1983 (30%, na crise da dívida) e a de janeiro de 1999, quando a âncora cambial ruiu e o real saltou de R$ 1,21 para além de R$ 2 em semanas, parteira do regime de metas de inflação e do câmbio flutuante que vigoram até hoje.

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Exemplo Prático

Na virada de 1999, empresas endividadas em dólar viram o passivo quase dobrar em dias; quem tinha hedge sobreviveu, quem apostou na promessa oficial de estabilidade pagou a aposta. A maxi é o evento que transforma, numa madrugada, câmbio de tema econômico em tema existencial.

PlatomAI Explica

A maxidesvalorização é o dique rompendo depois de meses segurando: a correção que a gradualidade negou chega inteira, de uma vez, com juros de pânico. Sua lição atravessa regimes: câmbio artificialmente defendido não elimina o ajuste, apenas o agenda e o amplifica, e a fatura cai sobre quem acreditou na eternidade do dique. Nossa vertical de História guarda os capítulos; este verbete guarda o mecanismo.

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