Inflação de Custos

A inflação empurrada pelo lado de quem produz: choques nos custos, energia, câmbio, matérias-primas, quebras de safra, gargalos logísticos, que as empresas repassam aos preços independentemente do estado da demanda. É a variedade mais ingrata para o banco central: o juro não planta soja nem baixa o petróleo, apenas evita que o choque contamine o resto.

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Exemplo Prático

Uma seca quebra a safra e uma disparada do dólar encarece o diesel: o frete sobe, o alimento sobe, e a inflação acelera numa economia até fraca. O Copom não combate a seca; combate a propagação, segurando expectativas enquanto o choque passa, e o custo dessa vigilância recai sobre toda a demanda.

PlatomAI Explica

A inflação de custos é o pão caro porque a farinha subiu: o problema entrou pela porta da oferta, e o remédio monetário age na sala errada. O dilema do BC diante dela é clássico: acomodar (e arriscar contaminação) ou apertar (e cobrar da economia um choque que ela não causou). A resposta dos manuais é humilde: ignora-se o primeiro efeito, vigia-se o segundo, e é por isso que o mercado olha tanto para os núcleos.

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