IGP-M

O índice do aluguel, com coração de atacado: o IGP-M da FGV, coletado do dia 21 ao 20, mistura 60% de preços no atacado (IPA), 30% ao consumidor (IPC) e 10% da construção (INCC), a receita que o torna hipersensível a câmbio e commodities. Consagrou-se como corretor de aluguéis e contratos, e seus descolamentos do IPCA, como o episódio em que rodou na casa dos 20% contra um IPCA de um dígito, reescreveram cláusulas Brasil afora.

Exemplo Prático

No choque de 2020-21, inquilinos com contratos IGP-M enfrentaram reajustes de dois dígitos altos enquanto a inflação ao consumidor era fração disso: negociações, migrações para IPCA e a lição de que o índice do contrato é cláusula econômica, não detalhe de cartório.

PlatomAI Explica

O IGP-M mede outra inflação: a do portão da fábrica e do câmbio, não a do carrinho de supermercado, e vinculá-lo à moradia foi conveniência histórica que os choques recentes puseram em julgamento. O verbete completa a família IGP desta casa com seu membro célebre, e a régua contratual fica definitiva: antes de assinar qualquer reajuste, saiba qual cesta o índice mede e quem carrega o risco quando ela disparar, porque foi exatamente essa leitura que separou, no choque, os surpreendidos dos precavidos.

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