Fundo Arredondado (Pires)
Padrão de reversão de formação lenta em que a transição da queda para a alta acontece sem vértice definido: o preço desacelera, anda de lado num arco suave e vai retomando gradualmente, desenhando um pires ou tigela. O volume costuma acompanhar o formato, secando no centro da figura e voltando nas bordas. É típico de gráficos semanais e mensais e de processos longos de reconstrução.
Exemplo Prático
Uma ação que caiu durante dois anos passa mais um ano e meio andando de lado, com mínimas cada vez mais rasas e volume minguado, até que as altas começam a se encadear. No gráfico mensal, o conjunto forma um arco: não há um dia da virada, há uma estação inteira de virada.
PlatomAI Explica
É a curva de um transatlântico, não a de um jet ski. Navios de grande porte não fazem cavalo de pau: mudam de rumo em arcos longos, quase imperceptíveis no minuto a minuto e inconfundíveis no mapa. O pires é a reversão dos processos profundos, em que o desinteresse vira indiferença, a indiferença vira atenção e a atenção vira demanda, tudo em câmera lenta.