Flipagem
A prática de comprar na oferta para vender na estreia: o flipper entra no IPO mirando apenas o ganho do primeiro pregão, sem intenção de sócio. Coordenadores desencorajam o comportamento, alocando menos (ou nada) a quem tem histórico de flipar, porque a venda em massa na largada sabota a estabilização do papel; em algumas ofertas de varejo, criam-se tranches com e sem compromisso de retenção, com prioridade a quem promete ficar.
Exemplo Prático
Numa estreia quente, o flipper vende no primeiro leilão com lucro rápido; se a moda pega, a pressão vendedora derruba o papel na semana um, e o coordenador anota os CPFs e CNPJs: na próxima oferta disputada, os flippers conhecidos descobrem o preço da fama no rateio.
PlatomAI Explica
A flipagem é comprar o ingresso para cambiar na porta: legal, lucrativa quando dá certo, e registrada na memória de quem distribui os ingressos. O verbete ilumina a mecânica invisível das alocações, ofertas não são fila neutra, são relacionamento com histórico, e devolve a pergunta ao investidor: você quer o papel ou o pulo? As duas estratégias existem; misturá-las sem saber qual é a sua é que costuma sair caro.