Efeito-Tequila

O batismo do contágio financeiro moderno: a crise mexicana de dezembro de 1994, desvalorização abrupta do peso após anos de câmbio semifixo e déficits financiados por capital de curto prazo, cujo pânico se espalhou pelos emergentes em 1995, punindo países sem culpa no cartório mexicano. O Brasil, recém-saído do Plano Real, sentiu o tranco em fuga de capitais e juros nas alturas para defender a moeda nova.

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Exemplo Prático

Semanas após o estouro mexicano, investidores globais vendiam Brasil, Argentina e Ásia indistintamente: a lição inaugural de que, no pânico, o mercado vende primeiro a categoria "emergente" e pergunta pelos fundamentos depois. A sequência histórica, Tequila 95, Ásia 97, Rússia 98, virou a trilogia do contágio.

PlatomAI Explica

O efeito-tequila é a ressaca que o mundo bebeu por tabela: a descoberta, em tempo real, de que a globalização financeira fizera dos emergentes vasos comunicantes. Foi o primeiro capítulo da saga que este glossário conta em série, e deixou a régua que os gestores decoraram: em crise de contágio, a pergunta não é "quem errou?", é "quem é vendável?", e a liquidez do seu mercado, virtude na bonança, é a porta pela qual o pânico alheio entra primeiro.

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