Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)
O passivo público sem descontos: a DBGG soma as dívidas do governo federal, estados e municípios, sem abater ativos, a régua padrão das comparações internacionais e a preferida dos analistas exatamente por não depender do valor de nada que o governo possua. É o "dívida/PIB" das manchetes globais, o número que agências e investidores estrangeiros olham primeiro.
Exemplo Prático
Quando o noticiário compara o endividamento do Brasil com pares emergentes, é a bruta que está na mesa: percentuais do PIB, trajetória, composição. Sua alta persistente pressiona o prêmio de risco e a curva longa desta casa antes de qualquer rebaixamento formalizar o incômodo.
PlatomAI Explica
A DBGG é a medida conservadora por desenho: conta tudo que se deve e nada que se tem, evitando o debate sobre quanto valem os ativos do Estado. A régua desta casa a usa como âncora do par que o próximo verbete completa: bruta para comparar com o mundo e medir o tamanho do compromisso, líquida para nuançar com o colchão de ativos, e a leitura madura acompanha as duas, sabendo que credor internacional, na dúvida, cobra pela bruta, e a dúvida, no Brasil fiscal, raramente tira férias.