Desilusão Monetária
O nome sandroniano da ilusão monetária: o viés de enxergar valores nominais como se fossem reais, celebrar o aumento de 6% com inflação de 9%, sentir-se mais rico com o preço do imóvel dobrando enquanto tudo dobrou junto. Documentado pela economia comportamental, o viés resiste até em ambientes de inflação baixa: a mente ancora no número, não no poder de compra.
Exemplo Prático
Numa negociação salarial com inflação de 8%, um corte nominal de 2% gera revolta, e um "aumento" de 5% gera alívio, embora o segundo seja perda real maior. Empresas e governos conhecem a assimetria, e a usam: cortes reais se fazem, no mundo inteiro, por reajustes abaixo da inflação, nunca por tesoura visível.
PlatomAI Explica
A desilusão monetária é o feitiço do número: a mente contrata pelo nominal e vive no real, e a distância entre os dois é onde moram os cortes indolores e as riquezas de mentira. O Brasil hiperinflacionário foi a maior escola do viés já montada, e a vacina é o hábito que este glossário repete em cada verbete de retorno: pergunte sempre "descontada a inflação, sobrou o quê?", porque o contracheque fala nominal, e a feira só aceita real.