Custo Marginal do Capital
O preço do próximo real captado: o custo da unidade adicional de funding de uma empresa, que sobe em degraus conforme as fontes baratas se esgotam, o lucro retido custa o custo de oportunidade do acionista, a dívida barata tem teto de alavancagem, e além dele cada real novo vem mais caro e mais arriscado. É o par marginal do custo médio de capital, e o que decide, na margem, se o próximo projeto se financia.
Exemplo Prático
A empresa financia a primeira expansão com caixa próprio e dívida a spread baixo; a segunda, com a alavancagem já esticada, só sai a spread punitivo ou diluindo acionistas: o mesmo projeto, viável ontem pelo custo médio, morre hoje no custo marginal.
PlatomAI Explica
O custo marginal do capital é a lembrança de que dinheiro corporativo não tem preço único, tem curva: cada fonte se esgota, e a próxima cobra mais. A decisão de investir se trava na margem, o retorno do próximo projeto contra o custo do próximo real, e a régua fecha a matemática de viabilidade desta casa: empresas quebram menos por projetos ruins e mais por financiá-los na parte errada da curva, quando o marginal já gritava o que o médio ainda disfarçava.