Crise de 2008 (Subprime)
A maior crise financeira desde 1929, nascida no mercado imobiliário americano: hipotecas de alto risco (subprime) foram empacotadas em títulos com selo máximo de qualidade e espalhadas, alavancadas, pelos balanços do mundo. Quando os calotes começaram, ninguém sabia quem segurava o quê. A quebra do Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, congelou o crédito global; seguiram-se resgates trilionários, juros zero, o nascimento do QE e a reforma regulatória de Basileia III.
Exemplo Prático
A engenharia do desastre: milhares de hipotecas duvidosas, fatiadas e reempacotadas, viravam títulos AAA, e a diversificação aparente escondia que todas as fatias dependiam do mesmo mercado imobiliário. Quando os preços das casas caíram juntos, os pacotes "seguros" apodreceram juntos. No Brasil, a "marolinha" virou recessão breve em 2009, e o mundo pós-2008, de juros baixos e bancos centrais onipresentes, dura até hoje.
PlatomAI Explica
2008 foi a inundação que começou no porão das hipotecas e afogou o prédio inteiro, porque todos os andares seguravam o mesmo risco com nomes diferentes. É a crise-mãe do mundo atual: o QE que temos no glossário, a Basileia III, a desconfiança que gerou o Bitcoin (cujo bloco gênesis a cita nominalmente), tudo nasce ali. Diversificação de verdade é de risco, não de embalagem, e foi a embalagem que quase levou o sistema.