CPMF

O imposto que lia extratos: a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, o tributo de 0,38% sobre débitos bancários que vigorou de 1997 a 2007, nascido provisório, renovado seguidamente, arrecadando mais de 1% do PIB com custo de cobrança mínimo, e extinto pelo Senado em 2007. Ressuscita em todo debate fiscal como tentação de arrecadação fácil, e como cicatriz de cumulatividade.

Exemplo Prático

Cada TED, cada saque, cada pagamento pagava a alíquota: simples de cobrar, impossível de sonegar, e cumulativo em cascata, o mesmo real tributado a cada volta no circuito, distorção que encarecia cadeias longas e empurrava transações para fora do sistema.

PlatomAI Explica

A CPMF é o dilema tributário em miniatura: eficiência arrecadatória máxima, qualidade econômica mínima, e uma base, a movimentação, que pune o giro, não a renda. Sua morte e suas tentativas de ressurreição contam o eterno conflito entre o caixa que precisa e o sistema que distorce, e a régua da casa para o debate recorrente: imposto bom se julga pela base e pela cascata, não pela facilidade de cobrar, critério em que o finado reprovava com nota histórica.

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