Bolha das Tulipas
A mãe de todas as bolhas: na Holanda dos anos 1630, bulbos de tulipas raras viraram objeto de especulação frenética, negociados por contratos futuros em tavernas, com exemplares como a Semper Augustus valendo o preço de uma casa em Amsterdã. Em fevereiro de 1637, os compradores sumiram e os preços desabaram. Historiadores modernos moderam a escala do episódio, mas o arquétipo ficou para sempre.
Exemplo Prático
No auge, negociava-se o direito sobre bulbos ainda plantados, que trocavam de mãos várias vezes antes de sair da terra: papel sobre promessa sobre flor. Quando o último otimista faltou ao leilão, descobriu-se que o preço só existia enquanto houvesse o próximo comprador.
PlatomAI Explica
A tulipomania prova que bolha não é doença da internet, é tecnologia humana com quatro séculos de funcionamento documentado: um objeto de desejo, crédito fácil, a certeza de revender mais caro, e a fé no próximo da fila. Troque o bulbo por ação, imóvel ou token e o roteiro é idêntico. O Encilhamento, as pontocom e as memecoins são tulipas com figurino de época.