Âncora Monetária
O regime que amarra a moeda ao controle da sua própria quantidade: metas para os agregados monetários como âncora nominal da economia, a receita monetarista clássica, adotada por grandes bancos centrais nos anos 70-80 e abandonada quando a relação entre moeda e preços se provou instável (a velocidade de circulação mudava demais). Completa, com a âncora cambial e a fiscal, a tríade de âncoras da caixa de ferramentas macro, todas substituídas, no arranjo moderno, pela âncora de expectativas: o regime de metas de inflação.
Exemplo Prático
O Fed de Volcker mirou agregados no início dos anos 80: a inflação cedeu, e as metas quantitativas foram aposentadas quando inovações financeiras bagunçaram a relação moeda-preços, e perseguir uma quantidade instável fazia o juro dançar sem propósito.
PlatomAI Explica
A âncora monetária é amarrar o navio na quantidade de moeda: a âncora que Friedman amava e que a velocidade de circulação traiu, quando a moeda parou de se comportar como o manual previa. Sua ascensão e queda fecham a saga das âncoras deste glossário, câmbio, quantidade, regra fiscal, e explicam a solução vigente: ancorar direto na expectativa de inflação, com credibilidade no lugar de amarras mecânicas. A história das âncoras é a história de descobrir onde o nó segura.