Acordos de Basileia (I, II e III)

As três edições do manual global de solidez bancária: Basileia I (1988) criou a régua fundadora, capital mínimo de 8% sobre os ativos ponderados pelo risco; Basileia II (2004) sofisticou a medição, com pilares de supervisão e modelos internos, e teve suas lacunas expostas em 2008; Basileia III (pós-crise) respondeu com mais capital e de melhor qualidade, colchões adicionais, limite de alavancagem e, pela primeira vez, exigências de liquidez (LCR e NSFR).

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Exemplo Prático

O índice de Basileia que os bancos brasileiros publicam a cada trimestre, tipicamente bem acima do mínimo, é o filho direto dos acordos: capital próprio sobre APR. Em 2008, bancos "adequados" sob Basileia II quebraram por liquidez em dias, e o LCR de Basileia III existe exatamente por causa desses dias.

PlatomAI Explica

Cada Basileia foi escrita com o sangue da crise anterior: a primeira contra a corrosão dos anos 80, a segunda refinando (e subestimando) riscos, a terceira ditada por 2008, capital de verdade, alavancagem com teto, liquidez com régua. A trilogia ensina como a regulação aprende: por trauma, com atraso e em consenso, e explica por que o sistema bancário atravessou 2020 sem virar 2008: o manual da vez tinha sido escrito pela cicatriz certa.

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